Pug

U Calila Galvão    t 17 de dezembro de 2013


Sabe aquele tipo de animal pelo qual você se derrete completamente e só com o olhar ele te coloca no bolso? O Pug é definitivamente tudo isso e muito mais. Com seus olhos grandes, redondos e brilhantes, ele consegue fazer cara de “cachorro sem dono” como nenhum outro animal. Se você está pensando em adquirir um cão, vale a pena dar uma olhada neste aqui.

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Informações

A Origem do Pug

O Pug tem as suas primeiras manifestações registradas na China Antiga. Alguns não consideram essa afirmação como verdade, mas esse fato é aceito pela grande maioria dos pesquisadores. Os registros escritos e em imagens desses animais são datados de 1.700 a.C, mas eles só foram chegar ao continente europeu em 1.500 com as grandes navegações, levados por holandeses e ingleses.

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Em documentos antigos chineses há descrições de um animal como “boca curta” e 1 ano d.C. já existiam registros se referindo a um cão de pequeno porte, com pernas curtas e focinho pequeno. Um dicionário foi elaborado pelo imperador chinês Kang Hsi, onde ele descreveu a raça como cães com pés e cabeça curta.

O pug veio de uma linhagem um pouco distante. Inicialmente, existia na China apenas 3 raças de cães: o Lo-sze, o Pequinês e o Lian Dog. O pug surgiu da raça Lo-sze através do cruzamento com outras raças diversas. Quando a China resolveu iniciar o seu comércio com o ocidente como Portugal, Espanha, Holanda e Inglaterra, os cães foram levados pelos comerciantes como uma forma de agradar os novos vizinhos e melhorar os negócios. Com isso, a raça fez grande sucesso na Europa, especialmente entre os mais nobres.

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Já não é novidade que o ancestral do pug, o Lo-sze, já era conhecido na Europa Ocidental. Existe uma história na qual um pequeno cãozinho conseguiu salvar a vida de William, o Silencioso, príncipe de Orange. A narração foi publicada em 1618 na obra Relatos de Sir Roger William nos Países Baixos. Tudo ocorreu entre os anos de 1571 e 1573 quando ocorreu um ataque surpresa da França a um acampamento holandês. O ancestral do pug conseguiu acordar o seu dono depois de vários pulos, choros e arranhões e seu rosto e assim, o príncipe conseguiu desfazer um suposto ataque surpresa.

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Na Inglaterra, os monarcas William e Mary foram os responsáveis por introduzir a raça no país. Em pouco tempo as damas da alta sociedade queriam e necessitavam de um cãozinho desses para estar na moda. Durante o século XVIII até o reinado de George III os pugs eram exclusividade de uma população privilegiada.

Conta a história que Napelão Bonaparte não ia nada com a cara dos pobres cães. Se aproveitando disso, sua esposa Josefina que não gostava nem um pouco do marido e se casou apenas por convenção social, nunca se separava do seu fiel amigo, Fortune. Isso acabava impedindo que o Imperador entrasse em seus aposentos por muitas noites.

Em toda a Europa, o pug era símbolo de status da nobreza. Toda boa dama que se preze tinham em seu colo um cãozinho da raça. Isso acontecia por diversos países além da França, como Itália, Espanha e Alemanha. E por ter sido espalhado por um vasto continente ganhou nomes diversos como Mops na Alemanha que significa “aspecto franzido”, Carlin na França por lembrar um ator pelo tipo físico. Já os italianos os chamavam de Carlino e os ingleses de Pug ou Pug-dog.

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Contudo, o reinado do Pug foi chegando ao fim no século XIX. Não apenas pelas idas e vindas comuns da moda, mas principalmente pelos cruzamentos experimentais realizados com essa raça. Com a intenção de reduzir o tamanho dos bulldogs, essas duas raças foram cruzadas e os filhotes mestiços começaram a ser vendidos como pugs. Dessa forma, eles acabaram perdendo a máscara negra, a pelagem curta que era espessa e brilhante.

Com o fim do “espetáculo” do bullbaiting, que se caracterizava pela luta dos touros com cães ferozes, começaram a ocorrer exposições de cães que eram vistas como acirradas competições. Muitas fraudes eram cometidas e para acabar com isso foi lançado o Kennel Club em 1873 que registrou pedigrees no primeiro livro chamado Stud Book. Neste mesmo volume uma média de 60 pugs foram registrados. Mais mulheres começaram a aparecer nas competições e o gosto pelos pugs retornou ainda no século XIX.

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O pug só chegou na América, mais especificamente nos Estados Unidos, em 1885 depois da guerra civil americana. Foram realizadas algumas exposições, mas quase não havia presença dessa raça. Foi então que alguns criadores da costa leste decidiram montar o seu próprio clube e o registraram como Pug Dog of America.

No Brasil, a raça só começou a chegar na década de 50 e era raros, caros e difíceis de serem criados. Mas com o tempo, os criadores foram se aperfeiçoando, melhorando os padrões dos pugs e importando mais cães. Eles ficaram muito famosos depois que apareceram em Por Amor, uma novela de Manoel Carlos, onde podíamos ver a cadela Inês e sua dona cheia de mimos.

Características do Pug

É um excelente animal de companhia segundo a Confederação Brasileira de Cinofilia, ideal para apartamentos, pois é de pequeno porte e não precisa sair constantemente ou correr muito para fazer exercícios. Se peso médio é de aproximadamente 8 kg. Assim como o shih tzu, o pug é braquicefálico, ou seja, possui focinho achatado o que pode acarretar de leves a graves problemas respiratórios. A cabeça ainda possui rugas bem definidas que é a característica mais marcante dessa raça.

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Possui um comportamento equilibrado e está sempre cheio de disposição. Não é um cão que oferece muita dificuldade de treino, pois é muito inteligente. Os olhos são grandes, em forma de globo, estão sempre brilhando e se mostram sempre muito afetuosos e bondosos. As orelhas são pequenas finas e aveludadas na cor preta, você ainda pode conferir dois tipos:

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As patas possuem dedos bem separados e as unhas são pretas. As pernas são fortes, retas e bem colocada debaixo do corpo. Por isso seu movimento é tão gracioso: as patas se movimentam bem abaixo dos ombros, não virando nem para dentro nem para fora. Eles costumam colocar mais força nas patas dianteiras usando bastante os joelhos.

Problemas de saúde no Pug

A meningoencefalite é uma forma exclusiva de problemas no cérebro que podem afetar a raça dos 6 meses até os 3 anos de idade. Fique bem atento ao seu cão porque essa patologia não tem cura. Pode afetar qualquer área do cérebro, sendo que pode ser uma área apenas ou de forma disseminada. Existe também uma forma rara que só atinge a área da visão. Veja alguns sinais e sintomas que podem ser reconhecidos:

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Se o seu animal apresenta alguns desses sintomas leve-o imediatamente para o veterinário para que todos os exames necessários sejam realizados.

Outros problemas menos graves que podem atingir o seu cãozinho são listados abaixo:

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Problemas respiratórios

Algumas patologias são muito comuns em raças braquicefálicas, especialmente em pugs. Eles podem adquirir uma frequência respiratória mais rápida e o ar pode não passar tão facilmente pelas vias aéreas quanto nos outros cães. O ronco alto é bastante normal, mas fique atento para possíveis chiados no peito. Algumas patologias que pode acometer o seu animal de estimação é o colapso lateral, palato mole alongado (problema congênito), traqueobronquite infecciosa canina (tosse seca constante), narinas estenóticas, espirro inverso, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).

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Problemas oftálmicos

Por sua característica anatômica, os olhos do pug estão muito expostos a agentes externos, portanto podem ocorrer problemas frequentemente. Alguns problemas como colapso do globo ocular (pode acontecer devido a trauma), triquíase (os cílios crescem para dentro do olho), entrópio (pálpebra inferior invertida), distiquíase (excesso de cílios nas pálpebras superiores), ceratite pigmentar superficial (característica própria da raça), blefaroespasmo (espasmo dos músculos oculares), ectrópio (pálpebra inferior voltada para fora), lagoftalmo (o cão não consegue fechar as pálpebras) e úlceras de córnea (consequência de lesões físicas) podem acometer o pug.

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Problemas ortopédicos

Necrose asséptica da cabeça do fêmur:

Displasia Coxofemoral:

Doença no disco intervertebral:

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Luxação Patelar:

Hemivértebra

Cálculo na bexiga

Adorable Pug Puppy

Os cálculos são pequenas pedrinhas formadas por cristais orgânicos e inorgânicos que acabam se depositando em vísceras e lesionando o epitélio local. Os pugs possuem uma predisposição para a formação desses cálculos e a maioria deles fica localizada no trato urinário inferior. Em grande parte dos casos a única forma de tratamento é a cirúrgica com a retirada do corpo estranho.


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