Sabe aquele tipo de animal pelo qual você se derrete completamente e só com o olhar ele te coloca no bolso? O Pug é definitivamente tudo isso e muito mais. Com seus olhos grandes, redondos e brilhantes, ele consegue fazer cara de “cachorro sem dono” como nenhum outro animal. Se você está pensando em adquirir um cão, vale a pena dar uma olhada neste aqui.

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Informações

  • Raça: Pug
  • Origem: China
  • País Patrono: Inglaterra
  • Porte: Pequeno
  • Grupo: 9
  • Finalidade: Companhia
  • Facilidade de adestramento:
  •  Pelagem: fino, liso, macio, curto, brilhante, nem duro, nem lanoso.
  •  Cores: prata, abricó, fulvo ou preto.
  • Olhos: escuros, grandes, em formato de globo.
  • Cachorro para apartamento: sim
  • Cachorros para crianças: sim
  • Expectativa de vida: 12 a 15 anos.
  • Qualidades principais: charmoso, inteligente.
  • Atividade física: necessita
  • Personalidade: dócil e equilibrado.
  • Nível de energia: alta
  • Necessidade de exercícios: alto
  • Nível de afeição: alto
  • Cão de guarda: sim
  • Tolerância ao calor: Pouca
  • Preço do Pug: R$ 900 até R$ 3.000

A Origem do Pug

O Pug tem as suas primeiras manifestações registradas na China Antiga. Alguns não consideram essa afirmação como verdade, mas esse fato é aceito pela grande maioria dos pesquisadores. Os registros escritos e em imagens desses animais são datados de 1.700 a.C, mas eles só foram chegar ao continente europeu em 1.500 com as grandes navegações, levados por holandeses e ingleses.

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Em documentos antigos chineses há descrições de um animal como “boca curta” e 1 ano d.C. já existiam registros se referindo a um cão de pequeno porte, com pernas curtas e focinho pequeno. Um dicionário foi elaborado pelo imperador chinês Kang Hsi, onde ele descreveu a raça como cães com pés e cabeça curta.

O pug veio de uma linhagem um pouco distante. Inicialmente, existia na China apenas 3 raças de cães: o Lo-sze, o Pequinês e o Lian Dog. O pug surgiu da raça Lo-sze através do cruzamento com outras raças diversas. Quando a China resolveu iniciar o seu comércio com o ocidente como Portugal, Espanha, Holanda e Inglaterra, os cães foram levados pelos comerciantes como uma forma de agradar os novos vizinhos e melhorar os negócios. Com isso, a raça fez grande sucesso na Europa, especialmente entre os mais nobres.

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Já não é novidade que o ancestral do pug, o Lo-sze, já era conhecido na Europa Ocidental. Existe uma história na qual um pequeno cãozinho conseguiu salvar a vida de William, o Silencioso, príncipe de Orange. A narração foi publicada em 1618 na obra Relatos de Sir Roger William nos Países Baixos. Tudo ocorreu entre os anos de 1571 e 1573 quando ocorreu um ataque surpresa da França a um acampamento holandês. O ancestral do pug conseguiu acordar o seu dono depois de vários pulos, choros e arranhões e seu rosto e assim, o príncipe conseguiu desfazer um suposto ataque surpresa.

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Na Inglaterra, os monarcas William e Mary foram os responsáveis por introduzir a raça no país. Em pouco tempo as damas da alta sociedade queriam e necessitavam de um cãozinho desses para estar na moda. Durante o século XVIII até o reinado de George III os pugs eram exclusividade de uma população privilegiada.

Conta a história que Napelão Bonaparte não ia nada com a cara dos pobres cães. Se aproveitando disso, sua esposa Josefina que não gostava nem um pouco do marido e se casou apenas por convenção social, nunca se separava do seu fiel amigo, Fortune. Isso acabava impedindo que o Imperador entrasse em seus aposentos por muitas noites.

Em toda a Europa, o pug era símbolo de status da nobreza. Toda boa dama que se preze tinham em seu colo um cãozinho da raça. Isso acontecia por diversos países além da França, como Itália, Espanha e Alemanha. E por ter sido espalhado por um vasto continente ganhou nomes diversos como Mops na Alemanha que significa “aspecto franzido”, Carlin na França por lembrar um ator pelo tipo físico. Já os italianos os chamavam de Carlino e os ingleses de Pug ou Pug-dog.

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Contudo, o reinado do Pug foi chegando ao fim no século XIX. Não apenas pelas idas e vindas comuns da moda, mas principalmente pelos cruzamentos experimentais realizados com essa raça. Com a intenção de reduzir o tamanho dos bulldogs, essas duas raças foram cruzadas e os filhotes mestiços começaram a ser vendidos como pugs. Dessa forma, eles acabaram perdendo a máscara negra, a pelagem curta que era espessa e brilhante.

Com o fim do “espetáculo” do bullbaiting, que se caracterizava pela luta dos touros com cães ferozes, começaram a ocorrer exposições de cães que eram vistas como acirradas competições. Muitas fraudes eram cometidas e para acabar com isso foi lançado o Kennel Club em 1873 que registrou pedigrees no primeiro livro chamado Stud Book. Neste mesmo volume uma média de 60 pugs foram registrados. Mais mulheres começaram a aparecer nas competições e o gosto pelos pugs retornou ainda no século XIX.

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O pug só chegou na América, mais especificamente nos Estados Unidos, em 1885 depois da guerra civil americana. Foram realizadas algumas exposições, mas quase não havia presença dessa raça. Foi então que alguns criadores da costa leste decidiram montar o seu próprio clube e o registraram como Pug Dog of America.

No Brasil, a raça só começou a chegar na década de 50 e era raros, caros e difíceis de serem criados. Mas com o tempo, os criadores foram se aperfeiçoando, melhorando os padrões dos pugs e importando mais cães. Eles ficaram muito famosos depois que apareceram em Por Amor, uma novela de Manoel Carlos, onde podíamos ver a cadela Inês e sua dona cheia de mimos.

Características do Pug

É um excelente animal de companhia segundo a Confederação Brasileira de Cinofilia, ideal para apartamentos, pois é de pequeno porte e não precisa sair constantemente ou correr muito para fazer exercícios. Se peso médio é de aproximadamente 8 kg. Assim como o shih tzu, o pug é braquicefálico, ou seja, possui focinho achatado o que pode acarretar de leves a graves problemas respiratórios. A cabeça ainda possui rugas bem definidas que é a característica mais marcante dessa raça.

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Possui um comportamento equilibrado e está sempre cheio de disposição. Não é um cão que oferece muita dificuldade de treino, pois é muito inteligente. Os olhos são grandes, em forma de globo, estão sempre brilhando e se mostram sempre muito afetuosos e bondosos. As orelhas são pequenas finas e aveludadas na cor preta, você ainda pode conferir dois tipos:

  • Em rosa: pequena e se dobra para trás deixando aparecer o pavilhão auditivo;
  • Em botão: caída para frente, direcionada para os olhos de forma que cobrem o pavilhão auditivo;

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As patas possuem dedos bem separados e as unhas são pretas. As pernas são fortes, retas e bem colocada debaixo do corpo. Por isso seu movimento é tão gracioso: as patas se movimentam bem abaixo dos ombros, não virando nem para dentro nem para fora. Eles costumam colocar mais força nas patas dianteiras usando bastante os joelhos.

Problemas de saúde no Pug

A meningoencefalite é uma forma exclusiva de problemas no cérebro que podem afetar a raça dos 6 meses até os 3 anos de idade. Fique bem atento ao seu cão porque essa patologia não tem cura. Pode afetar qualquer área do cérebro, sendo que pode ser uma área apenas ou de forma disseminada. Existe também uma forma rara que só atinge a área da visão. Veja alguns sinais e sintomas que podem ser reconhecidos:

  • Convulsões;
  • Andar em círculos;
  • Pressionar a cabeça contra a parede;
  • Ataxia (andar de maneira irregular como se estivesse tonto);
  • Dor no pescoço;
  • Cegueira aparente;

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Se o seu animal apresenta alguns desses sintomas leve-o imediatamente para o veterinário para que todos os exames necessários sejam realizados.

Outros problemas menos graves que podem atingir o seu cãozinho são listados abaixo:

  • Obesidade: eu sei que é impossível dizer não para aqueles olhos cheios de carinho e amor lhe implorando por um pedaço da comida que você está comendo no momento. Mas se você ama realmente o seu animal de estimação, o melhor é resistir e não dar nenhum tipo de petisco. Uma boa ração já vem com todos os nutrientes apropriados para um desenvolvimento saudável. Além do mais, como eles possuem uma perna curta, uma sobrecarga de peso pode afetar sensivelmente suas articulações.
  • Insolação: por possuírem o focinho mais curto essa raça é mais propensa ao cansaço durante dias muito quentes. Os principais sinais da insolação são: cão ofegante, gengivas vermelhas, batimentos cardíacos acelerados, vômito e síncope. Se isso acontecer o melhor fazer é mergulhá-lo em água fria, se possível envolvê-lo com uma toalha molhada com água gelada e ter o cuidado necessário para não causar hipotermia.

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  • Problemas com anestesia: como os pugs possuem muitos problemas respiratórios por sua conformação anatômica e a anestesia reduz o drive respiratório, esse tipo de procedimento pode ser mais arriscado para essa raça;
  • Reação à vacina: nos pugs, as reações imediatas são mais frequentes e podem ocasionar visão turva, olhos lacrimejantes, nariz umedecido, mucosa pálida, coceira, edema facial e edema de laringe.
  • Rinite Alérgica: várias podem ser as causas desse mal nos pugs. Elas podem ir de simples poeira e pólen até fumaça de qualquer tipo. A melhor forma de evitar essa patologia é deixando o ambiente do seu cão sempre bem limpo e livre de qualquer agente agressor.
  • Glândulas Ad-anais: essa glândula se localiza ao lado do ânus e é responsável pela produção de um líquido de cor castanha e cheiro não agradável, mas que tem uma função muito importante que é a definição de limites territoriais. Algumas vezes as glândulas ficam muito cheias e podem infeccionar e um dos sinais é o cão esfregar o bumbum no chão. Esse tipo de problema é muito comum nos pugs.
  • Parvovirose canina: cães de qualquer idade podem ser afetados (os filhotes são mais propensos) por esse vírus que é comumente encontrado nas fezes caninas. A contaminação se dá por via oral e o vírus ataca especificamente e de forma rápida as células da mucosa intestinal. O vírus pode ficar no pelo, nas patas, nas orelhas por dias ou semanas e por isso, fica muito mais fácil a contaminação. Os sintomas iniciais são vômito, diarreia com muco ou sangue deixando o cão rapidamente desidratado e também pode ocasionar febre de até 40°. A melhor forma de evitar que isso aconteça é vacinar o seu cachorro regularmente.

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  • Dermatite atópica: aqui a genética tem muita influência, pois é necessário ter uma predisposição para a hipersensibilidade à reações alérgicas. O nome comumente conhecido da patologia é atopia e em cães pode ser visto alguns sinais desse problema dérmico como otite externa crônica, coceira em face, orelhas, pés e axila. O uso de xampus antialérgicos, corticosteroides e antibióticos orais. Também é comum ocorrer dermatite na dobra nasal de cachorros braquicefálicos, incluindo os pugs. A região costuma ficar úmida com frequência e muitas vezes é esquecida de ser secada após o banho.
  • Acne: é isso mesmo! Cachorro também tem espinha e o pug já tem predisposição nesse quesito. Para evitar, basta deixar o rosto dele sempre bem limpo e seco e livrar da poeira o local onde ele costuma ficar com frequência. Vá ao veterinário para que ele possa indicar o melhor tratamento.
  • Sarna demodécica: a demodicose é um tipo de sarna causada pelo ácaro demodex. A sarna pode ser vermelha ou negra. É normal ter esses ácaros na pele, mas o problema é diagnosticado quando há uma quantidade muito superior desses ácaros vivos e concentrados em uma pequena amostra do tecido dérmico. Algumas vezes não é necessário nenhum tipo de tratamento, ocorrendo a remissão espontânea da doença. Mas se isso não acontecer o melhor é procurar um veterinário.
  • Orelhas e ouvidos: por possuir muitas dobras, essa região do pug é propensa para acumular umidade e consequentemente é um belo ambiente para a formação de fungos, causando irritação e infecções frequentes. Os principais sinais são as orelhas vermelhas e com pus, há coceira e o cachorro tende a sacudir a cabeça.
  • Lipoma: é o crescimento descoordenado de células adiposas, adquirindo aparência lisa e macia. É comum em ambos os sexos, mas as fêmeas são mais propensas e os cachorros com excesso de peso.

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  • Nódulo de aplicação: acontece quando há formação de um abscesso no local onde foi injetada a vacina. Se ficar doloroso é melhor fazer um tratamento. Cuidado para não confundir com câncer, pois este pode ser diagnosticado apenas através de biopsia.
  • Cistos: são alterações na produção de sebo da glândula sudorípara dos pés e quando espremidos costumam liberar um líquido de cheiro desagradável. Precisam ser tratados e requer paciência para a completa melhora.

Problemas respiratórios

Algumas patologias são muito comuns em raças braquicefálicas, especialmente em pugs. Eles podem adquirir uma frequência respiratória mais rápida e o ar pode não passar tão facilmente pelas vias aéreas quanto nos outros cães. O ronco alto é bastante normal, mas fique atento para possíveis chiados no peito. Algumas patologias que pode acometer o seu animal de estimação é o colapso lateral, palato mole alongado (problema congênito), traqueobronquite infecciosa canina (tosse seca constante), narinas estenóticas, espirro inverso, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).

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Problemas oftálmicos

Por sua característica anatômica, os olhos do pug estão muito expostos a agentes externos, portanto podem ocorrer problemas frequentemente. Alguns problemas como colapso do globo ocular (pode acontecer devido a trauma), triquíase (os cílios crescem para dentro do olho), entrópio (pálpebra inferior invertida), distiquíase (excesso de cílios nas pálpebras superiores), ceratite pigmentar superficial (característica própria da raça), blefaroespasmo (espasmo dos músculos oculares), ectrópio (pálpebra inferior voltada para fora), lagoftalmo (o cão não consegue fechar as pálpebras) e úlceras de córnea (consequência de lesões físicas) podem acometer o pug.

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Problemas ortopédicos

Necrose asséptica da cabeça do fêmur:

  • Acomete pugs com menos de 1 ano;
  • Circulação sanguínea para a cabeça do fêmur não é suficiente;
  • Não há causa definida;
  • O tratamento é cirúrgico;

Displasia Coxofemoral:

  • A cabeça do fêmur não se encaixa de maneira adequada ao quadril;
  • Caminhada rebolante;
  • Devem-se evitar pulos;
  • Estimular a realização de exercícios físicos;
  • O mais importante é não deixar o cão aumentar de peso;
  • Pode ser moderada ou grave;
  • Para alguns casos é necessário cirurgia;

Doença no disco intervertebral:

  • Hérnia de disco;
  • O pug geralmente mantém uma posição rígida, movimenta-se em bloco e a cabeça ficará baixa caso a hérnia se localize no pescoço;
  • Caso ocorra na região lombar, o cachorro tende a não se mexer muito;
  • Pode haver perda do controle urinário, paralisia das pernas traseiras ou gastrointestinal;
  • Deve haver restrição das atividades físicas;

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Luxação Patelar:

  • Patela deslocada;
  • Causa dor e faz o cachorro mancar;
  • Ocorre mais em adultos;
  • O mais comum é que ela se dirija para a parte medial da perna;
  • Pode ser tratada com cirurgia ou fisioterapia;

Hemivértebra

  • Má formação antes do nascimento;
  • Fusão entre o lado direito e esquerdo de uma ou mais vértebras;
  • Acaba formando uma curvatura anormal na coluna vertebral;
  • É mais frequentemente reconhecido entre os 6 e 8 meses de idade;
  • O único tratamento é o cirúrgico apenas para recuperar a mobilidade;

Cálculo na bexiga

Adorable Pug Puppy

Os cálculos são pequenas pedrinhas formadas por cristais orgânicos e inorgânicos que acabam se depositando em vísceras e lesionando o epitélio local. Os pugs possuem uma predisposição para a formação desses cálculos e a maioria deles fica localizada no trato urinário inferior. Em grande parte dos casos a única forma de tratamento é a cirúrgica com a retirada do corpo estranho.

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