Já é comprovado que pessoas que vivem com animais de estimação vivem mais e melhor. Os cães são muito utilizados em terapias por profissionais, mas nas ruas, os moradores fazem a sua própria terapia. Há alguns meses atrás, a prefeitura de São Paulo anunciou um programa no qual os moradores de ruas que fossem viciados em drogas seriam internados voluntariamente em um local para desintoxicação. Mas, a prefeitura nunca pensou que muitas dessas pessoas jamais abandonariam os seus cães para aderir ao tratamento.

Viciados em drogas e seus cães

O programa

Em meados do mês de janeiro deste ano, a prefeitura de São Paulo resolveu lidar com a Cracolândia de maneira diferente e criou o programa Braços Abertos. Nele, os moradores das ruas que são dependentes de drogas receberiam 15 reais por dia e um quarto em um dos hotéis conveniados em troca de 4 horas por dia em trabalhos como varrer ruas e fazer cursos profissionalizantes. Todos esses requisitos estão vinculados a um tratamento contra o crack de maneira compulsória. Mas como os hotéis não permitem a entrada de cachorros, a prefeitura encontrou um grande impasse e, como isso não era esperado, ainda não sabem como resolver o problema.

Viciados em drogas e seus cães

Casos

As histórias são extremamente comoventes e nelas, é possível a grande generosidade do ser humano para com aquele que lhe trata bem sem nenhum interesse. Um dos moradores de rua se recusou a participar do programa porque não poderia simplesmente abandonar o seu companheiro. Eles já passaram 3 natais juntos dividindo um pedaço de peru na calçada. Quem resolveu dar uma chance a si mesmo e entrou no programa sofre com a separação. Alguns cães passam a noite na porta do hotel esperando até que o dono saia quando amanhece e então, podem passar o dia inteiro juntos.

Viciados em drogas e seus cães

Muitos cães acabaram ficando na rua, abandonados. Mas, eles conseguem ração de algumas pessoas que estão dispostas a ajudar, só não sabem até quando vão conseguir. Existe um total de 4 hotéis, oferecendo 111 quartos para, aproximadamente, 300 viciados. Agora, a prefeitura não sabe como vai fazer para que os viciados entrem no programa sem se separar dos seus cães. Existem casos no qual, o apego é tão grande, que um dos donos gasta metade do pouco que ganha catando lixo comprando ração para o seu amigo.

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