Você provavelmente já ouviu falar na temida doença do carrapato, mas como ela funciona nos cães? O que causa, quais os sintomas e tratamentos? Como evitar esse male que, muitas vezes, é fatal?

A verdade é que em muitos casos, a doença do carrapato pode ser bastante severa. No entanto, o tratamento para ela costuma ser bastante simples.

Confira no artigo a seguir! Boa leitura.

Doença do carrapato
Cão Lhasa Apso no colo de um veterinário. Crédito da foto: Freepik

Doença do carrapato em cães: saiba tudo sobre!

O que é?

A doença do carrapato é, na verdade, o nome comum de duas doenças transmitidas pelo carrapato, sendo o Rhipicephalus sanguineus comumente presente.

A primeira, chamada erliquiose, ocorre quando a bactéria Erhliquia canis entra na corrente sanguínea do pet. A segunda, a babesiose, é causada pelo protozoário Babesia canis.

A Erliquiose é dividida em três fases: Aguda, Subclínica e crônica. Os cães são infectantes apenas durante a fase aguda da doença, quando existe uma grande quantidade de hemoparasitas no sangue.

Já o carrapato pode permanecer infectante por aproximadamente um ano.

As duas acontecem de maneira muito parecida: os agentes atacam as células de defesa do corpo e afetam órgãos importantes como pulmão, rins e fígado.

Em casos mais raros, a doença também pode ser transmitida aos cães por transfusões sanguíneas. Gatos e inclusive seres humanos também podem ser contaminados.

Se contaminado, o cão pode ter problemas e até acabar morrendo. Isso significa que, se você encontrar um carrapato em seu amigo, deve ficar de olho!

Em caso de alterações, não hesite em levá-lo imediatamente ao veterinário.

Principais sintomas da doença do carrapato

A severidade dos sintomas da doença do carrapato vai depender da suscetibilidade racial, idade do animal, alimentação, de doenças concomitantes e da virulência da cepa infectante.

Após a mordida do carrapato contaminado, a Erlichia entra no organismo do pet, atingindo as células do seu sistema imunológico. Iniciam-se então, as três fases da Erliquiose: aguda, subclínica e crônica.

Normalmente, a partir de 8 a 20 dias depois do contágio já é possível notar alguns sinais no corpo do pet.

Fase aguda

Após um período de incubação que dura entre 8 a 20 dias, a bactéria Erlichia passa a se multiplicar em órgãos como o fígado, o baço e os linfonodos.

Assim, na fase aguda, pode ocorrer a inflamação destas regiões.

Também durante esse período, as células infectadas são transportadas pelo sangue para outros órgãos do corpo do pet, especialmente pulmões, rins e meninges.

Elas também aderem-se às paredes dos vasos sanguíneos, levando a inflamação e infecção destes tecidos.

Em alguns casos, a fase aguda pode durar por vários anos sem provocar sintomas claros e relevantes.

A seguir, confira os principais sintomas da doença do carrapato da fase aguda:

  • Petéquias (pontinhos vermelhos em locais como abdômen, gengiva e olhos);
  • Hematomas;
  • Sangramento nasal, pela urina ou pelas fezes;
  • Apatia;
  • Perda de peso;
  • Febre.

Fase subclínica

Costuma acontecer após o período de 6 a 9 semanas de incubação, e pode persistir por até 5 anos.

Nesta fase, além de anemia, ocorre a diminuição significativa do número de leucócitos (glóbulos brancos) e de plaquetas – células responsáveis pela defesa do organismo e pela coagulação sanguínea respectivamente.

Estas alterações podem ser detectadas em exames de hemograma de rotina.

Além disso, alguns estudos mostram que na fase subclínica pode ocorrer a persistência de problemas como hemorragias, edemas nos membros, palidez na mucosa, perda de apetite e depressão.

Na fase subclínica, cães com o sistema imunológico debilitado e sem resistência podem ir à óbito.

Já alguns cães, com o sistema imunológico mais eficiente, chegam a eliminar o microrganismo durante a fase subclínica.

Apesar disso, a forma intracelular da bactéria que causa a doença do carrapato persiste, levando o animal para a fase crônica.

Fase crônica

Os sintomas evoluem conforme o avanço da doença. Nessa fase, a Erliquiose – doença do carrapato – passa a ter características de uma doença autoimune.

Os sinais clínicos costumam ser os mesmos da fase aguda, com maior ou menor intensidade.

Assim, quando ela chega ao estágio crônico, os sintomas podem ser mais graves e fáceis de notar, como:

  • Febre;
  • Anorexia;
  • Artrite;
  • Tosses;
  • Conjuntivite;
  • Hemorragias;
  • Uveíte;
  • Vômitos;
  • Depressão;
  • Tremores;
  • Problemas de pele;
  • Convulsões.

Ao perceber qualquer sinal de alteração na saúde de seu pet, procure um especialista imediatamente!

Somente um veterinário saberá identificar e adotar o melhor tratamento. Além disso, quanto antes for o diagnóstico, mais tranquilo será o tratamento.

Doença do carrapato
Médica veterinária examinando a patinha de um cachorro. Crédito da foto: Freepik

Doença do carrapato: diagnóstico e tratamento

Diagnóstico

Por conta da multiplicidade de sintomas inespecíficos, o diagnóstico da doença do carrapato geralmente depende de exames clínicos e laboratoriais.

Na consulta, o médico veterinário irá perguntar ao tutor sobre a presença de carrapatos no animal e avaliará os sintomas compatíveis com Erliquiose.

Por isso, essa conversa do médico com o tutor é uma etapa muito importante no diagnóstico da doença do carrapato.

Nesse processo, o veterinário deve tentar saber por onde o cachorro passeou, como é a casinha dele, se viajou para o campo e outros lugares onde possa ter contato com o carrapato.

Com essa suspeita, o veterinário poderá pedir um hemograma e outros exames, para saber o quadro geral do estado de saúde do seu amigo.

É possível que ele solicite exames mais específicos para confirmar a doença do carrapato e tratamento.

Por exemplo, com o exame de sangue (hemograma), o médico veterinário poderá identificar as alterações provocadas pela doença, como a anemia e a baixa quantidade de plaquetas no sangue.

Caso os agentes da doença do carrapato sejam visualizados, o diagnóstico é fechado de maneira definitiva.

Além disso, o PCR (reação em cadeia da polimerase) também é um método de diagnóstico eficaz.

Tratamento

A doença do carrapato pode ser tratada em qualquer fase e de maneira significativamente simples.

O tratamento é feito com antibióticos e outros medicamentos que vão combater o agente causador da doença, sempre conduzido por um veterinário.

A periodicidade e a quantidade destes medicamentos também devem ser estabelecidas pelo profissional responsável. Ela pode durar de 15 a 30 dias, dependendo da situação.

Em casos mais graves, pode ser necessário uma transfusão de sangue e outros cuidados para ajudar o cachorro a se recuperar.

Nesses casos, o pet deve ficar internado e ter acompanhamento constante de profissionais.

Doença do carrapato em cães: saiba tudo sobre!
Carrapato em uma folha. Crédito da foto: Freepik

Doença do carrapato: prevenção

A melhor forma de prevenir a doença é evitando o contato com o carrapato.

Para isso, uma dica é evitar áreas onde você já sabe têm a presença desses ectoparasitas e sempre fazer uso de produtos contra pulgas e carrapatos no pet.

Infelizmente, não existe uma vacina para a Erliquiose. E além disso, os ovos dos carrapatos podem alojar-se em todos os lugares que o animal tem acesso, de mobílias e piso a caminhas e roupinhas.

Portanto, a prevenção depende exclusivamente da exposição do seu pet aos carrapatos e também de medidas profiláticas, que devem ser tomadas tanto para evitar infestações de carrapatos diretamente nos cães, quanto no ambiente doméstico – já que essas verdadeiras pragas passam para os humanos também!

Por isso, tome esses cuidados também:

  • Verificar a presença de carrapatos regularmente em todo corpo do seu cão;
  • Utilizar regularmente os produtos acaricidas ambientais e tópicos recomendados pelo seu veterinário;
  • Desinfetar o ambiente onde o pet vive periodicamente;
  • Manter a grama do jardim sempre curta;
  • Evitar o contato do seu cão com animais de origem desconhecida na rua;
  • Frequentar apenas os hotéis e creches de animais que possuem controle contra carrapatos.

Remédio caseiro para evitar a doença do carrapato:

Acontece que mesmo com uso de remédio para carrapato e o uso frequente de coleira antipulgas e anti-carrapatos, não conseguimos evitar que nosso cachorro seja picado por um desses parasitas.

Antes de tomar medidas mais drásticas como a dedetização, por exemplo, você pode optar com remédio caseiro para carrapato. Além de mais barato, são menos agressivos ao seu lar.

Veja uma receita simples a seguir para ajudar a acabar com esse problema na sua casa!

Ingredientes:

  • 2 xícaras de vinagre de maçã

  • 1 xícara de água morna

  • ½ colher de sopa de bicarbonato de sódio

  • 5 cravos da índia

Modo de fazer:

Deixe em infusão por, pelo menos, 30 minutos e borrife no cachorro. No máximo, duas borrifadas em cada parte. Não passe no rosto e perto dos olhos.

Gostou dessa receita? Esperamos que esse artigo tenha sido útil para você! Compartilhe com seus amigos também.

Agora que você já sabe como funciona a doença do carrapato, veja também sobre outras doenças, como:

Até a próxima!

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