A raça Pequinês tem tudo para conquistar sua família! É um cão de pequeno porte, sendo uma das menores raças de cachorro do mundo. É esperto e muito companheiro.

Sua fofura é um dos pontos principais, assim como sua aparência que remete a um leãozinho. Tem como resistir?

Além disso, ele é um dos cães preferidos para quem tem casas sem quintal ou apartamento, já que se adapta muito bem nesses locais.

Por esses motivos conquista cada vez mais os novos tutores, que buscam por um amigo de quatro patas versátil e leal. E com certeza irá conquistar você!

Quer conhecer mais sobre a história do cão Pequinês? Confira o artigo abaixo!

raça Pequinês
Cão da raça Pequinês deitado embaixo da cama. Crédito da foto: Freepik

Origem e história da raça Pequinês

Raça pequinês – Esses cães são originários da China, mais precisamente há mais de quatro mil anos, quando passaram a ser criados pela nobreza da Dinastia Tang, desde o século 8.

Muitos especialistas afirmam a possibilidade da raça ser resultado de cruzamento com cachorros de porte maior. A definição da raça foi feita pelos próprios cortesãos imperiais.

Na cultura popular chinesa, a história da raça possui várias lendas. Uma delas dita a paixão entre um leão e uma borboleta. Para ajudar os dois animais, Buda permitiu que o tamanho do leão diminuísse, e ele se tornou um belo Pequinês.

Portanto, ele era considerado um cão sagrado no século II, data de surgimento do Budismo, onde os exemplares da raça eram conhecidos como Leões de Buda.

Outro apelido dado a raça era na época foi “Cão de Manga”, pois devido a seu tamanho pequeno conseguiam entrar facilmente nas mangas largas das vestimentas chinesas.

Conta também a história que em 1860, o Palácio Imperial de Pequim – da Cidade Proibida, na China (durante a Segunda Guerra do Ópio) foi invadido e saqueado por tropas franco-inglesas.

Durante a invasão, soldados teriam encontrado centenas de pequenos animais mortos, e estes, mais tarde, foram reconhecidos como ancestrais dos Pequineses atuais por historiadores.

Lembrando que a raça era guardada como propriedade exclusiva do imperador. Por isso, surge a ideia de que os chineses preferiam ver seus cães mortos (pois eram tidos como sagrados) a vê-los em mãos ocidentais, sobretudo naquelas que invadiram o Palácio de Verão.

Mesmo assim, foram encontrados durante a invasão, cinco exemplares vivos que foram levados para a Inglaterra. Eles teriam saído do Palácio como presas de guerra. Já na Europa ocidental eles seriam distribuídos e direcionados.

Alguns exemplares também foram levados para o Reino Unido, como presente para a rainha Vitória.

No final da década de 1890, o Pequinês desembarcou nos Estados Unidos. Assim como na Europa, o cão encantou muita gente e logo ficou famoso.

Alguns eventos fizeram com que a raça ficasse cada vez mais conhecida, como primeira exibição da espécie em 1894, na Inglaterra.

Além disso, a família Roosevelt chegou a ter um Pequinês na Casa Branca. O pet foi um presente da Imperatriz Tseu-Hi ao presidente americano, no início do século 20.

A raça foi registrada no American Kennel Club em 1906 e, poucos anos após a oficialização, foi criado um clube de criadores e entusiastas da raça no país.

Após conquistar a China e outros países, os Pequineses também ficaram muito famosos no Brasil, principalmente durante as décadas de 1960 a 1980, ganhando popularidade rapidamente aqui.

Ou seja, os Pequineses se tornaram os cães mais populares dentre os cães de companhia, mas infelizmente, por conta do alto número de cruzamentos, a raça começou a perder os traços originais.

A raça acabou ficando descaracterizada, culminando no seu quase desaparecimento cerca de 10 anos após o seu auge.

Eles são perfeitos para pessoas que residem em apartamentos e para aqueles que querem uma boa companhia, pois possuem um comportamento bastante dócil, além de serem muito inteligentes e muito carinhosos.

Características físicas dos cães da raça Pequinês

Raça pequinês – Não é à toa que o Pequinês é conhecido como cão de colo. De porte pequeno, a raça conta com um corpinho relativamente baixo e curto.

O peso desse cãozinho varia entre 5Kg para os machos e 5,4kg para as fêmeas. Ou seja, eles são pesados, porém pequenos.

Já a cabeça é razoavelmente larga, com focinho evidente e olhos redondos, escuros e brilhantes.

E as orelhinhas são pequenas e destacadas pelo formato de coração e estão sempre caídas, juntas da cabeça.

Os cães dessa raça geralmente apresentam cintura definida, a juba com pelos mais compridos, mas não chega a cobrir os ombros, e possuem subpelos macios.

Eles também tem uma espécie de franja que se mistura ao resto da pelagem. O pelo é espesso, longo, reto. A raça possui duas camadas de pelo: o pelo e o subpelo.

Além disso, a cauda desse cachorro é alta e ligeiramente curvada sobre o dorso. Assim como as outras partes do corpo, os pelos longos se sobressaem.

Por fim, a coloração é muito diversa, com dez pigmentações padronizadas e diferentes tipos de marcações.

Condição física e nível de energia

Trata-se de um cão que não curte tanto brincadeiras, muito pelo seu baixo nível de energia. Isso também faz dele um animal pouco adepto a exercícios, com atividades diárias mais tranquilas e com ritmo menos acelerado.

Nos esportes caninos, ele atua sempre no próprio ritmo. Portanto, a prática deve ser adaptada às condições de cada cachorrinho da raça.

E mesmo com esse nível menor de energia e baixa demanda de atividades, é importante manter sempre uma rotina de exercícios adequados, definidos por um médico-veterinário.

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Menina sorrindo abraçada com seu cão Pequinês. Crédito da foto: Freepik

Temperamento da raça Pequinês

Raça pequinês: Primeiramente, é bom saber que essa é uma raça com um temperamento indiferente quanto a medo e a agressividade, ou seja, não é nem agressivo e nem tímido.

Esse tipo de comportamento faz com que ele seja independente e obstinado. É um cão que pode se achar de guarda, enfrentando animais maiores ou se colocando em situações perigosas, o que, claramente, não é uma boa ideia.

Com os humanos eles são meigos e dóceis, porém são reservados com estranhos. A fama de agressividade desta raça é devido ao fato de cruzamentos inadequados da raça entre a década de 60 e 70.

Esses cruzamentos foram sem discriminação de padrão, tanto no quesito da estética, quanto no quesito de comportamento, o que acabou tendo uma influência negativa no resultado das crias, e por conta disso a raça quase foi extinta.

E o resultado dessas cruzas indevidas foram animais mais agressivos, que em sua maioria eram abandonados, além de possuírem também diversos problemas na coluna e respiração.

Portanto, o cruzamento das raças de forma indiscriminada é algo ruim e deve ser evitado! Sempre que for comprar um cãozinho verifique a procedência do canil e a linhagem da família, bem como os cuidados com os animais.

De qualquer maneira, quando falamos do exemplar legitimo da raça, este tem comportamento dócil e amigável conforme citamos anteriormente.

Resumindo, eles são alegres, corajosos e leais! Também adoram crianças. Contudo, é fundamental que a interação entre ele e os pequenos seja supervisionada, assim como acontece com outros bichos de estimação.

Além disso, a relação com outros cachorros deve ser acompanhada pelo tutor e costuma ser bem tranquila conforme a socialização do pet com outros animais quando filhote.

Outro ponto positivo na personalidade dele é que o pequinês possui temperamento calmo. Ele dificilmente vai destruir objetos pela casa, a não ser que fique muito estressado.

Então, para que o animal tenha sempre um comportamento saudável, é necessário uma rotina com atividades físicas, mas tudo sob medida, já que ele não tem muita energia.

Por fim, a convivência com o Pequinês tem tudo para ser muito tranquila! Um bom exemplo é o fato dele latir bem menos que outros cãezinhos, a não ser que perceba algum perigo e tente proteger seu dono. Afinal, estamos falando de um pequeno bastante destemido!

Conheça tudo sobre a raça Pequinês
Cão no veterinário, com estetoscópio ao lado. Crédito da foto: Freepik

Saúde e manutenção da raça Pequinês

Atenção à respiração

A raça Pequinês faz parte do grupo de cães braquicefálicos, isto é, que possuem alterações anatômicas do crânio, que tornam o focinho mais curto, além da face arredondada e olhos arregalados. Alguns cães desse grupo são: Pug, Shih-Tzu, Buldogue, Lhasa Apso, etc.

Sintomas como ronco, apneia, salivação e vômitos devem ser informados a um médico-veterinário e tratados o mais rápido possível.

Raça pequinês – Cuidados com a pelagem

Além disso, ele é extremamente peludinho, por isso sente muito calor e o manter em local fresco é muitíssimo importante. O ideal é sempre deixá-lo em ambientes com acesso a sombras e com piso frio.

Quando ele sente calor, pode ser que ele prefira dormir no chão que é mais gelado para ele.

Uma outra alternativa é manter o animal em ambientes com ar condicionado ou ventilação apropriada, seguindo orientações de um veterinário.

Outra consideração é que a raça conta com uma pelagem moderadamente longa e camada superior rústica, enquanto o subpelo é mais macio.

Seus pelos, em especial os localizados na região dos glúteos, devem ser escovados ao menos uma vez na semana (mas o ideal é de duas a três), para tirar os fios mortos da pelagem e mantê-los bonitos e vistosos.

Banhos

Raça pequinês: Já os banhos são muito importantes para a manutenção da sua higiene e bem-estar. Eles podem ser dados pelo menos uma vez por mês ou a cada 15 dias.

Para que os pelos fiquem sempre bem limpinhos, não se esqueça de utilizar um shampoo e condicionador apropriados para esse tipo de pelagem.

Raça pequinês – Dentes

Uma rotina com escovações regulares faz toda a diferença no combate a problemas como o tártaro e a placa bacteriana.

Converse com o médico-veterinário do animal para saber como preveni-lo da melhor maneira, utilizando produtos certos para esse cuidado.

Unhas

Raça pequinês: As unhas em tamanho grande causam muito desconforto aos cachorros. No caso do Pequinês, elas devem ser aparadas regularmente, se não estiverem se desgastando de forma natural conforme as atividades físicas.

Para essa tarefa, use equipamentos adequados e a técnica correta para não machucar o animal.

Raça pequinês – Exercícios e dieta

Embora a raça pequinês se acostume mais rápido com pequenos ambientes, ele precisa de uma dieta balanceada e exercícios diários assim como qualquer outro cão, para que não acarrete problemas futuros, como obesidade ou alguma doença proveniente do sedentarismo.

Procure levá-lo para fazer caminhadas e atividades físicas ao ar livre pelo menos três vezes na semana, isso vai fazer muito bem para o seu cão, pois também estimula a parte cognitiva do cão e mantém ele feliz e saudável.

Já em relação à dieta, o cachorro dessa raça precisa de ter sua ração recomendada por um médico-veterinário.

A ajuda do especialista na definição da dieta, assim como a quantidade de grãos a ser oferecida, faz toda a diferença para que o animal cresça de forma saudável e feliz.

Portanto, lembre-se sempre de escolher uma ração para Pequinês de qualidade, com a classificação adequada para o porte e a faixa etária do peludo.

Adestramento

Raça pequinês: Outro fator importante ao levá-lo para passear é que, por eles terem um temperamento indiferente, ensinar algo pode ser mais trabalhoso, mas isso não significa que ele seja burro ou que não vá aprender, e sim que o estimulo não está sendo interessante o suficiente para ele, o que pode tornar o adestramento mais difícil para você.

No geral eles não costumam ficar muito doentes se forem bem cuidados e, principalmente, criados com muito carinho e amor!

Raça pequinês – Leve ao veterinário regularmente

Como todas as raças braquicefálicas, esses pequenos podem desenvolver problemas respiratórios.

Por isso, antes de ter o seu, conheça bem o canil e os pais dos filhotes e sempre o leve para um check-up com seu veterinário de confiança.

Mas não espere ele passar mal para levá-lo ao veterinário, pois é melhor prevenir do que remediar, não é mesmo? Por isso, acompanhamentos regulares são indispensáveis e também valem para os Pequineses.

Dessa forma, mantenha uma frequência adequada nas visitas ao veterinário!

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Filhote da raça Pequinês enrolado em uma mantinha cor-de-rosa. Crédito da foto: Freepik

Filhotes da raça Pequinês

Raça pequinês: Acostumar um filhotinho em um novo lar é algo difícil, mas com calma, amor e paciência é possível adaptar seu novo pet.

Por isso, é muito importante atentar-se aos cuidados que um filhote de Pequinês demanda ao seu tutor. Assim, o pet vai se adaptar facilmente ao novo espaço, rotina e familiares!

Antes de receber o peludinho, adeque o ambiente do animal com acessórios para acessibilidade, proteção contra acidentes domésticos e outros probleminhas.

Além disso, não se esqueça de manter a carteira de vacinação dele sempre em dia, assim como os processos de vermifugação.

Lembre-se também de ter brinquedinhos, bichinhos de pelúcia, uma caminha, potes para ração e água, uma mantinha, escova para pentear os pelos, etc.

Essa raça é muito encantadora, não é mesmo? Esperamos que tenha gostado de saber mais sobre a raça Pequinês, que tal ler também sobre a raça Schnauzer?

Ou sobre os Shih-Tzus, que também são cães de companhia, assim como os Pequineses. Você irá se apaixonar por esses cães!

Até a próxima!

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