Você sabia que existem muitos cachorros que são considerados “estranhos” por aí?

Claro que essa classificação do que é estranho e do que é típico ou normal depende do nosso ponto de vista. Isso porque aquilo que estamos mais habituados e familiarizados é “normal” na nossa perspectiva. E, claro, aquilo que é distante de nossa realidade pode soar com certa estranheza pra nós.

Mas ainda assim, existem algumas raças caninas ao redor do mundo que fazem com que os cachorros delas sejam considerados estranhos ou esquisitos por muita gente por aí. Alguns desses cães têm características físicas que os tornam totalmente “diferentes do convencional”. Outros deles têm habilidades diferenciadas, e há também aqueles que são “estranhos” devido a sua história/origem.

A verdade é que nada disso tira a meiguice e lindeza desses cães, que são especiais ao seu próprio modo. Infelizmente, alguns deles podem sofrer com discriminação ou piadinhas maldosas, uma vez que nem todo mundo aceita bem o “diferente”, não é?

Ficou interessado e quer ver o que esses cachorros têm para serem considerados “estranhos”? Ótimo! Então, boa leitura!

Puli

Puli adulto em parque no inverno cães estranhos
Puli adulto em parque no inverno – Crédito da foto: Freepik

A raça canina Puli não é muito popular no Brasil. No entanto, nas regiões onde esses cães se popularizaram eles muito nas regiões rurais. Isso porque os Puli se mostraram extremamente competentes no trabalho de pastoreio com ovelhas.

Mas você sabe por que os Puli são considerados tão estranhos? Basicamente, por sua pelagem toda “diferenciada”. Isso ocorre porque o pelo grosso e todo “desgrenhado” da raça faz com que eles sejam comparados a “esfregões”.

No entanto, essa característica que os torna tão estranhos também os ajuda imensamente. Isso porque é justamente essa pelagem que os protege da água e da descamação.

Os Puli costumam ser bastante inteligentes, ágeis, leais e obedientes. Por isso, eles são o maior sucesso nas regiões onde a raça foi disseminada. Eles são ótimos companheiros e podem interagir bem com outros pets, sendo socializados.

Os pelos desses cachorros “estranhos” podem crescer até alcançar o chão, ou podem ser cortados curtos. Além disso, seu pelo cresce naturalmente e de forma relativamente ágil. Por isso, o tutor precisa estar atento para cuidar do tamanho e limpeza do pelo.

A energia e empolgação desses cães faz com que os tutores precisem lhes dar atenção e praticar exercícios regulares. Por essa razão, eles são uma escolha bastante acertada para quem gosta de caminhar ou correr com seu pet.

E qual a história desses “cães estranhos” Puli?

A verdade é que a história da raça Puli é bastante incerta. Mas acredita-se que essa inexatidão é porque a raça está entre as mais antigas da humanidade. Isso porque alguns estudiosos revelam sobre indícios de que seu ancestral mais próximo vivia na Terra há pouco mais de 6 mil anos.

Há também diversos indícios que demonstram que os antigos romanos já possuíam cães dessa raça. Além disso, sabemos com certeza que esses cachorros considerados “estranhos” poderiam ser encontrados na Ásia há mais de 2 mil anos. Com uma história tão antiga, é realmente difícil precisar a época e região exata de seu nascimento.

No entanto, sabe-se que há pouco mais de mil anos eles apareceram e se popularizaram na Hungria. E foi nessa região e época que muitos consideram o “nascimento oficial” da raça (mesmo que na verdade ela seja muito mais antiga). Ou seja, oficialmente os Puli têm cerca de mil anos e surgiram na Hungria.

Após sua aparição na Hungria, a popularização da raça foi rápida. Isso porque os húngaros rapidamente adotaram esses animais como cuidadores de ovelhas.

Nessa época, os Puli se juntaram nos cuidados com o rebanho a uma outra raça canina: os Komondor. Essa outra raça é praticamente igual aos Puli (fisicamente), mas são maiores. Isso porque os Puli são porte médio e os Komondor são porte grande.

Pulis e Komondors cuidavam dos rebanhos de ovelhas dia e noite, e se davam muito bem. Eles eram perfeitos pra tarefa porque sua pelagem densa e emaranhada fazia com que os lobos e outros predadores os confundissem com ovelhas do rebanho.

Xoloitzcuintli ou Pelado Mexicano

Xoloitzcuintli marrom em jardim cães estranhos
Xoloitzcuintli marrom em jardim – Crédito da foto: Freepik

Assim como o Puli e como o Komondor, o conhecido “Pelado mexicano” é uma raça antiquíssima. Eles são tão antigos que eram companheiros e adorados pelo povo asteca.

Isso quer dizer que a história da raça remonta até o período de 1300 d.C., ao menos. Ou seja, muito antes da descoberta do Brasil essa raça já existia. Mas aqui vale destacar que essa é uma comparação apenas para compreensão que a antiguidade da raça, pois o Pelado mexicano não é oriundo do Brasil (e não habitava nossas terras antes da descoberta do Brasil).

Na verdade, eles são originários do México (como você deve ter suposto pelo nome). O Pelado mexicano está na lista dos cães estranhos devido a essa característica muito particular: a ausência parcial ou total de pelagem.

Diferente dos Puli, essa característica traz prejuízos ao cães e não benefícios. Lembra que a pelagem desgrenhada do Puli o protegia? Pois é, a ausência de pelos aqui faz do Pelado mexicano um cão muito vulnerável as intempéries.

Infelizmente, é normal que esses cachorros tenham problemas de pele, por exemplo:

Por isso, seus tutores precisam passar loções especiais no cão e dar banhos regulares. Esses cuidados básicos o protegem muito desses problemas comuns da raça.

Durante a “juventude“, esses cães estranhos podem ser bem barulhentos e cheios de energia. Por isso, o treinamento e a paciência são muito importantes. Mas quando atingem maturidade emocional (aos 2 anos, mais ou menos), eles se tornam mais calmos e gentis. E a partir desse momento são companheiros leais para a vida toda.

Cães estranhos na mitologia? Conheça a lenda do Pelado mexicano!

Muito, mas muito popular no seu país de origem, o Pelado mexicano também foi muito disseminado em países vizinhos da América do Sul e Central.

Segundo a mitologia, o deus Xolotl fez cães a partir de uma lasca do importante “Osso da Vida”. O Osso da Vida é conhecido como o elemento que foi utilizado também para a criação da própria humanidade. Isso quer dizer que os cães e os humanos criados por Xolotl têm a mesma origem.

Então, o deus Xolotl presenteou os humanos com esse cachorro, que é o Pelado mexicano. Ao dá-lo de presente, foi pedido que os humanos cuidassem dele com as suas próprias vidas. Em troca, o cachorro os guiaria até o mundo da morte quando chegasse o momento.

Como você deve imaginar, é por causa dessa lenda extremamente popular no México que eles também são chamados de Xoloitzcuintli. Aliás, este é o nome oficial da raça. Pelado mexicano é um nome mais recente e informal para estes “cães estranhos”.

Cão Pelado Peruano

Dando continuidade aos cães “pelados”, estes daqui também são considerados estranhos pela falta de pelos. Na verdade, o Pelado mexicano e o Pelado peruano são praticamente iguais em aspecto físico. Ah, e a sua origem também não é tão diferente assim.

Assim como os Pelados mexicanos eram companheiros do povo asteca, a história do Pelado peruano remonta à civilização inca. No entanto, aqui vale destacar que a origem da raça é muito mais antiga que a história inca. Isso quer dizer que eles já existiam muito, mas muito antes de 1400 d.C.

Os Pelados peruanos já eram retratados em obras de arte da região desde a época de 700 d.C. Isso significa que o cachorro já existia poucos séculos após o surgimento do próprio cristianismo. E aí fica uma pergunta importante para muitos pesquisadores, ainda não respondida: Será que essa raça já vivia na época de Cristo?

Assim como seus parentes mexicanos, eles sofrem com climas excessivamente quentes e precisam de cuidados com loções e banhos para evitar problemas de pele. Além disso, essa raça tende a ser teimosa e precisa de treinamento desde muito cedo.

O Pelado peruano aparece recorrentemente no folclore peruano (advindo em grande parte das histórias incas). Uma das crenças peruanas é que abraçar um desses cães ajuda na cura de problemas de saúde, em especial problemas associados ao estômago e ao sistema digestivo.

Esses “cachorros estranhos” quase foram extintos, sabia?

Infelizmente, o Pelado peruano quase foi extinto. Isso acontece devido a “conquista” espanhola no país Peru. Nessa época, os cachorros eram brutalmente e excessivamente assassinado pelos “conquistadores” europeus. Essa brutalidade toda é um exemplo da violência empregada pelos europeus em suas “conquistas”.

Especificamente em relação aos Pelados peruanos, os espanhóis pareciam ter medo do cachorro. Isso é compreensível, uma vez que os cães são muito fiéis e lutaram bravamente para defender seus tutores, que estavam sendo massacrados.

Em uma tentativa de acabar com o “perigo“, os europeus passaram a matar todo Pelado peruano que encontravam. Felizmente, a raça se manteve viva graças a pequenas aldeias em regiões rurais do país.

Atualmente, a raça ainda pode ser encontrada em boa quantidade nessas regiões mais afastadas. E mais recentemente há uma boa quantidade de criadores e de iniciativas que trabalham para proteger a raça e sua linhagem.

Norsk Lundehund

Bastante parecido com um coiote, o Norsk Lundehund tem algumas características físicas que o tornam único. Por isso, muitos consideram que os cães dessa ração são estranhos.

Um dos detalhes que o torna um tanto diferente é sua pata. Isso porque os cães dessa raça possuem seis dedos em cada pata, e não cinco. Nesta raça, cães que não tenham seis dedos são considerados anomalias.

Esse detalhe “diferenciado” é considerado por alguns estudiosos a comprovação de uma teoria antiga da ciência. A tal teoria fala sobre a evolução do corpo: ela diz que no passado nós (humanos) e alguns animais tínhamos mais dedos, mas que os perdemos por não necessitarmos deles. Ou seja, é uma teoria que fala sobre a adaptação e evolução das espécies.

A verdade é que o sexto dedo dos Lundehund não tem uma função especial. Inclusive, esse dedo extra fica até um pouco deslocado, não servindo para muita coisa. Os pesquisadores acreditam que em algum momento a raça também passará a ter cinco dedos, como ocorreu com o restante das raças.

Mas os Norsks são “estranhos” por causa de um dedo?

Não, não é somente por essa “diferença” que eles estão na lista de cães estranhos.

Eles também chamam a atenção por outro detalhe, mas que faz toda a diferença: eles têm somente uma única articulação ligando o ombro ao pescoço. Mas o que isso têm demais? Bem, essa característica os permite fazer algumas coisas bem “diferentes”, para dizer o mínimo. Por exemplo:

  • Esticar as pernas em linha totalmente reta para qualquer sentido;
  • Alcançar as costas com a testa, ao virar a cabeça para cima;
  • Fechar totalmente os canais auditivos, o que os ajuda a evitar a entrada de sujeira ou água.

Todos esses “detalhes” aparentemente sem sentido (apesar de diferentes, com certeza), faz com que o Lundehund seja um cão excepcional em algumas atividades, como:

Ou seja, essas características todas fazem com que ele seja um caçador de aves incrível. Na verdade, a raça já foi mais de uma vez considerada a mais compete na atividade.

Ele também é um nadador extremamente rápido e eficiente. Por isso, é uma raça extremamente valorizada por civilizações mais reclusas que dependem da pesca para sobrevivência.

E, claro, ele é um alpinista excepcional em penhascos íngremes, perigosos e em fendas. Inclusive, já ocorreram ocasiões em que o cão percorreu locais de dificílimo acesso, em épocas em que o humano não tinha equipamento para escaladas mais arriscadas.

E a história desses cachorros estranhos?

Originalmente, os Lundehund eram treinados para a caça de papagaios. Isso ocorreu ainda no século XVII. Sim, essa raça é extremamente antiga. Inclusive por isso, é muito difícil precisar com exatidão a época e região de seu surgimento.

Porém, a prática de caça a papagaios acabou caindo no esquecimento. Com isso, a raça canina quase foi extinta do planeta. Estima-se que no ano de 1963 havia apenas seis Norsk Lundehund vivos no mundo todo.

Felizmente, essa situação foi revertida. O cuidado e o esforço de alguns poucos criadores permitiu que a raça crescesse novamente. Mas é claro que ela segue sendo bastante rara. Atualmente, estima-se que existem cerca de 1500 cães dessa raça vivos.

Infelizmente, a raça também possui um problema genético bastante sério. Eles costumam sofrer de uma doença chamada Gastroenteropatia dos Lundehund. Essa doença foi batizada com o nome da raça por ser típica entre eles e quase inexistente em outros cães.

A doença impede que o cachorro consiga extrair os nutrientes e proteínas do alimento. Ou seja, mesmo com o cão se alimentando, ele pode passar por sérios problemas por não obter do alimento aquilo que precisa para manter a saúde. Obviamente, esta doença pode levar o cão a situações extremamente precárias de saúde e pode acarretar a morte.

Cão de Crista Chinês

Cão de Crista Chinês pintado em gramado
Cão de Crista Chinês pintado em gramado – Crédito da foto: Freepik

O chamado Cão de Crista Chinês (na língua original, 中国冠毛犬) é afetuoso, dócil, brincalhão e alerta. Por isso, eles são populares e muito queridos entre seus tutores.

Infelizmente, eles são desprezados e são considerados estranhos ou esquisitos pela aparência considerada “desagradável” aos olhos. Isso porque uma das versões da raça conta com cães quase totalmente pelados: eles têm pelos somente na região do rosto, da cauda e das patas.

No entanto, a verdade é que essa raça nem sempre nasce “pelada”. Existem dois tipos de Cães de Crista Chinês: um deles com pelos e outro mais pelado. Este último tipo, mais peladinho, é bastante renegado por algumas pessoas e está ilustrado na imagem acima. Uma mesma ninhada pode dar à luz a filhotes dos dois tipos (com e sem pelos), a depender do código genético dos pais.

Mas os Cães de Crista Chineses não são considerados estranhos somente por causa dessa pelagem atípica. Há também outra característica que chama a atenção. Os cachorros do tipo “sem pelos” dessa raça também nascem com a falta de um conjunto completo de dentes pré-molares. Ou seja, além de faltar os pelos, também falta um conjunto inteiro de dentes.

Entretanto, aqui vale destacar que não são todos os cães do tipo “pelado” dessa raça que isso acontece. Apesar de raros, é possível encontrar um Cão de Crista Chinês pelado e com todo o aparelho dentário. Os estudiosos têm algumas hipóteses, mas ainda não sabem as razões dessas diferenças dentro da raça.

E qual a origem desses cachorros tão estranhos?

Obviamente, o Cão de Crista Chinês veio da China, certo? Errado. Por incrível que pareça, eles não são originários da China. Na verdade, eles receberam esse nome porque sua história passa pela China e porque eles foram (e são ainda) muito, mas muito populares por lá. Ou seja, a China meio que se “autointitulou” como berço da raça, mas a história não é bem assim.

É dificílimo de precisar a origem exata desses cachorros tão “estranhos”. Isso porque a raça é realmente muito, mas muito antiga. No entanto, muitos pesquisadores estimam que as suas primeiras aparições ocorreram no território africano.

Depois destas primeiras aparições na África (o que já é um território enorme, considerando que se trata de um continente inteiro!), eles também surgiram na China. E foi por essas aparições que ele recebeu este nome.

Apesar da dificuldade de precisar sua origem, sabe-se que estes cães pertenceram aos membros das famílias da dinastia Han, na China. Neste período, eles trabalhavam como guardiões das casas de tesouros. No entanto, eles eram maiores e mais pesados, muito mais parecidos com típicos cães de caça. Por isso, alguns pesquisadores também acreditam que esses cachorros da dinastia Han na verdade eram ancestrais recentes do Cão de Crista Chinês.

Além disso tudo, também existem algumas evidências de que eles compartilham algumas características com os Pelados mexicanos. Ou seja, há também a hipótese de que na linhagem do Cão de Crista Chinês houve cruzamento com algum ancestral dos Pelados mexicanos, que existem desde a civilização asteca. Esse peladinho de crista de origem desconhecida é antigo mesmo, não é?

Basicamente, acredita-se que a origem deles é em algum lugar da África. Mas não é totalmente descartado a possibilidade dele também poder ter surgido na região do México. Outra possibilidade seria que o ancestral do Pelado mexicano vivesse na África e tenha ido para o México posteriormente, apesar dessa teoria ter sido menos explorada pelos pesquisadores até o momento.

Catahoula Cur

Essa raça é conhecida por ter cachorros excelentes em caça. E é justamente algumas das habilidades deles em caça que os transformaram em “cachorros estranhos” aos olhos de muita gente.

Isso acontece porque o Catahoula Cur é capaz de escalar árvores durante as suas perseguições. Certamente não é todo dia que vemos um cachorro escalando uma árvore, não é?

Acredita-se que os Catahoula Cur têm em sua origem algum contato com os ancestrais do Norsk Lundehund. Lembra que o Norsk também é um alpinista de primeira mão?

Mas não é somente por essa característica que os estudiosos associam as duas raças. Isso também acontece porque o Catahoule Cur é considerado uma das raças sobreviventes mais antigas de toda a América do Norte. Claro que esse detalhe de sua origem não ficaria esquecido, tendo vista que o Norsk também vive na América do Norte.

O nome Catahoula Cur vem da Paróquia Catahoula de Lousiania, que é a região de origem dessa raça. Ah, e falando em origem: Vale destacar que esses cachorros são apreciados por suas incríveis habilidades de caça há muito tempo, desde o seu surgimento.

Eles são considerados excelentes cães para trabalho. Isso porque são conhecidos por sua enorme energia e pela obediência depois de treinados. Essas duas características unidas os torna excelentes para pastoreio, trabalho policial ou mesmo aprendizado de truques para entretenimento.

Mastim Napolitano

mastim napolitano
Mastim napolitano deitado – Crédito da foto: Freepik

O Mastim Napolitano foi eternizado no cinema quando foi utilizado para interpretar o amado Canino (ou Fang, no idioma original): o gigantesco cão de estimação de Hagrid, em todos os filmes da Saga de Harry Potter.

É verdade que eles não são tão gigantes quanto o filme pode fazer parecer. Afinal, vale lembrar que lá ele era “bichinho” de estimação de um meio-gigante. Mas é sim justamente pelo seu tamanho assustador que eles são considerados por muitos “estranhos”.

Mesmo não chegando as dimensões fílmicas, um Mastim Napolitano adulto pode assustar com seu tamanho. Isso porque ele pode chegar até cerca de 80 cm de altura e ultrapassar os 100 kg. Sim, é isso mesmo: ele pode alcançar quase 1 metro de altura e passar da marca dos 100 kg.

Mas é claro que essa é uma possibilidade e apenas os “maiorzinhos” chegam lá. O mais comum é que eles tenham cerca de 70-75 cm de altura e até uns 80 kg, no máximo. Ainda assim, é assustador se ver de frente com um “monstro” deles, não é?

Como você já deve ter deduzido, essa raça se refere a um cachorro do tipo mastim. E eles originários da Itália. Eles também são extremamente populares e queridos em todo o continente europeu.

O Mastim Napolitano é um animal de estimação, mas eles também são ótimos para proteger a família e a residência. Isso porque eles são muito protetores, destemidos, dominantes e obedientes aos seus tutores. Essa raça é facilmente treinável, e o adestramento é necessário.

Justamente por serem tão protetores e destemidos, eles precisam ser socializados desde filhotes. Isso porque é possível que um Mastim não socializado se torne agressivo com estranhos.

O Mastim Napolitano raramente late, mas muito raramente mesmo. Eles são cães bem silenciosos, exceto que sejam provocados. Por isso, se tornaram famosos por atacarem intrusos sem que estes percebam que havia um cão no local.

E qual a história desses “monstros” considerados tão estranhos?

Parece ser bem consolidado entre os pesquisadores que esta raça canina lutou ao lado do exército romano nas batalhas históricas desse povo. Ao que tudo indica, o Mastim napolitano havia sido treinado para atacar a região da barriga dos cavalos inimigos. De acordo com os historiadores, essa estratégia parece ter funcionado por séculos de batalhas envolvendo os exércitos romanos.

Infelizmente, a raça quase entrou em extinção após a Segunda Guerra Mundial. Inclusive, isso ocorreu porque os cães foram novamente utilizados em batalhas. Mas aqui seu trabalho foi muito menos central, porque obviamente neste período a tecnologia bélica já havia evoluído significativamente.

No entanto, um pintor italiano e amante dessa raça criou um canil para proteger os Mastins Napolitanos. E foi graças a esse espaço de proteção e aos cuidados dele que a raça pôde ser salva da extinção.

Na verdade, o que nós conhecemos hoje como Mastim Napolitano é uma evolução da raça. Isso porque o pintor italiano decidiu cruzar os poucos cães sobreviventes da raça com os seus parentes caninos ingleses. Foi esse cruzamento com os cães ingleses que permitiu a sobrevivência da raça. Mas é claro que isso também impactou um pouco na linhagem, que hoje é mais diversificada.

Mudi

Mudi adulto em fundo branco
Mudi adulto em fundo branco – Crédito da foto: Freepik

Raça de porte médio, os Mudis são considerados por muitos “cachorros estranhos” devido a algumas características físicas deles. Por exemplo, ele tem proporções “quadradas”. Isso quer dizer que quando sob as 4 patas, a altura e o comprimento dele são iguais. Esses cachorros também apresentam orelhas em formato de V que não baixam nunca: elas estão o tempo todo em posição de alerta.

Mas o principal “chamativo” dos Mudi é a sua pelagem, sem sombra de dúvida. Isso porque os pelos dessa raça são longos e densos e têm uma aparência despenteada, como se ele tivesse saído de um vendaval o tempo todo. No entanto, os pelos da cabeça não são longos, sendo mais fácil de visualizar o rosto deles do que dos Puli, que também tem pelos longos – inclusive no rosto.

Essa aparência despenteada da pelagem é facilmente compreendida pela sua origem. Isso porque eles nasceram do cruzamento entre animais de pastoreio e pastores alemães. Mais especificamente, eles são descendentes dos Komondor (aqueles citados no início do texto que são idênticos aos Puli, mas de porte grande).

A aparência do Mudi só não é ainda mais desgrenhada porque seus pelos não são tão grossos quanto a pelagem dos Komondor. Ainda assim, eles estão sempre com um ar de agitação ou rebeldia por essa pelagem desarrumada.

Além disso, essa história de ter o corpo inteiro peludão e o rosto mais ralo faz com que não raramente pareça que eles estão usando um casaco (ou um cachecol grosso no pescoço).

Estes cachorros precisam ser treinados e socializados desde muito cedo. Caso contrário, é muito provável que ele vá se tornar excessivamente tímido, medroso ou agressivo.

E a história do Mudi?

Diferente de muitas outras raças citadas aqui, o Mudi tem uma história um pouco mais conhecida (ainda que não tenhamos muitos detalhes dela).

Sabemos que este é um cachorro oriundo da Hungria, e sua história remonta aos séculos XV e XVIII. Em latim, a raça é chamada de Canis Ovilis Fenyesi, que é uma homenagem ao homem que descobriu a raça: Dr. Dezso Fenyesi. Isso ocorreu na Hungria, em 1936.

Infelizmente, eles também quase foram extintos depois de considerados uma raça canina. Isso porque a raça foi vítima da Segunda Guerra Mundial e desapareceu quase que por completo. Felizmente, uns poucos que sobraram conseguiram desenvolver a raça novamente. No entanto, estes cães são raríssimos até os dias de hoje.

O que você achou desta lista com 8 raças de cachorros considerados estranhos? A verdade é que todos eles são especiais e são lindos, mesmo que à sua própria maneira. Se este conteúdo foi útil para você, deixe seu comentário e compartilhe-o com os amigos.

 

 

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