Tudo sobre Leishmaniose Visceral Canina

U Calila Galvão    t 28 de agosto de 2014


A Leishmaniose Visceral Canina é uma doença que pode matar o seu cãozinho e ela não tem cura. É possível usar medicamentos para tratar apenas os sintomas da doença. O problema é que não há remédios específicos para cães neste caso e o Conselho Federal de Medicina Veterinária não aprova o uso de medicamentos de humanos. O medo é que o parasita causador da doença, Leishmania spp., acabe se tornando mais resistente e se torne um perigo também para nós, seres humanos.

O que é a Leishmaniose Canina?

Leishmaniose Visceral Canina

Ela pode se apresentar de duas formas: a visceral, que ataca os órgãos internos e a cutânea, que atinge a pele. Não existe a transmissão da doença pelo contato, nem entre cães e nem entre cães e humanos. O protozoário só é transmitido através do mosquito-palha que possui outros nomes: cangalha, tatuquira ou birigui.

O seu cão pode ser picado pelo mosquito infectado mas, só manifestar os sinais e sintomas muitos anos mais tarde. Isso dificulta o diagnóstico e o tratamento pois, quando a doença é descoberta já está em estágio avançado. O parasita infesta os principais órgãos como rins, coração fígado e até a medula óssea. Isso causa um dano generalizado e permanente. A forma cutânea ataca a pele, os pelos e os olhos, podendo levar o cão a ficar cego e abrindo feridas na pele.

Dica: Veja também o nosso artigo sobre o cronograma de vacinação dos cachorros.

Quais os sinais clínicos da Leishmaniose Visceral Canina?

Leishmaniose Visceral Canina

Quando os sinais e sintomas já começam a se manifestar é porque todo o organismo já foi tomado pelo protozoário. A doença fica mais agressiva e sintomas como perda de apetite, queda dos pelos, apatia, secreção ocular e vermelhidão da área dos olhos, vômito, presença de sangue nas fezes e na urina, distensão de órgãos como o fígado, o baço e o estômago deixando o abdome inchado e as unhas crescem de maneira muito rápida em um curto espaço de tempo.

O diagnóstico deve ser feito por um médico veterinário que, através de exames de sangue e cultura, poderá descartar outras doenças que também apresentam alguns desses sintomas. Não é necessário que todos esses sinais estejam presentes para que o animal tenha a Leishmaniose Visceral Canina.

Como tratar a Leishmaniose Visceral Canina

Leishmaniose Visceral Canina

Esse é o ponto mais polêmico da doença pois, até 2012 o Ministério da Saúde proibia terminantemente que os cães patológicos fossem tratados com medicamentos de humanos. Em 2013 a Justiça Federal determinou a liberação de tratamento com remédios de seres humanos para animais que tinha a Leishmaniose Visceral Canina. Mesmo assim, o Conselho Federal de Medicina Veterinária continua sendo contra o tratamento e indica como a melhor solução a eutanásia.

Mas, quem tem um cão sabe bem como pode ser difícil sacrificar o seu cão sabendo que ele tem chances de viver bem e ainda por muito tempo com a ajuda dos remédios. O tratamento não cura mas, ajuda a aliviar os sintomas e permite que o cãozinho viva bem se a doença já não estiver muito avançada. Se este não for o caso, então, o melhor é sacrificar o animal ou vê-lo tendo uma morte lenta e muito dolorosa.

Dica: Conheça os benefícios da cenoura para os cachorros.

Leishmaniose Visceral Canina

O tratamento consiste em injeções intramusculares e intravenosas de antimoniais pentavalentes por, no mínimo, 20 dias. Essas injeções devem ser dadas concomitantemente com outros medicamentos que vão auxiliar, diretamente, na melhora dos órgãos internos. Depois dos 20 dias de tratamento, o médico decidirá qual direcionamento tomar frente ao quadro patológico no cão. As injeções devem continuar sendo administrada a cada 3 meses.

A melhor forma é a prevenção

Leishmaniose Visceral Canina

Evitar a proliferação do mosquito-palha é uma boa estratégia e pode ser feita da mesma forma que o mosquito da dengue. Basta evitar focos com água parada, tampar caixa de água, virar garrafas para baixo, entre outros. Outra maneira eficaz de evitar que o seu cão desenvolva a doença é através da aplicação de uma vacina que possui eficácia de 92 a 95%. O uso de repelentes e coleiras contra pulgas e carrapatos também é uma maneira eficaz de evitar a presença do mosquito.


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